in Brazil

REDD Early Movers: The fallacy of the Green Economy

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World Rainforest Movement recently published a statement, signed by 26 Brazilian organisations, opposing REDD. Specifically, the statement is in opposition to the German-funded REDD Early Movers programme in the state of Mato Grosso. So far, REM has operated in the state of Acre. The NGO statement describes REM as an example of how “Foreign capital is now valuing the functions of nature, which have been transformed into ‘environmental services’.”

The statement is available below in English and in Portuguese.

REDD Early Movers: The fallacy of the Green Economy

World Rainforest Movement, 28 September 2017

REDD Early Movers – Jurisdictional REDD

One of the objectives of the 2016 coup was to increase the Brazilian State’s support for large corporations—which are the main entities responsible for environmental pollution—and accelerate this support at a speed that immobilizes us.

In today’s context of capitalism in crisis and deepening neoliberalism, the new strategy is to monetize and market the functions of nature. This strategy involves capital expansion mainly onto indigenous lands, quilombolas and traditional communities, and it uses the State as an intermediary. Foreign capital is now valuing the functions of nature, which have been transformed into “environmental services.” An example of foreign capital’s interest in this new “business” is the presence of the German bank KFW, England and other stakeholders in the state of Mato Grosso.

Big Capital’s interests are being secured through global agreements—signed in the name of reducing greenhouse gas emissions that accelerate climate change. However, these agreements do not consider paradigm shifts, such as initiatives to reduce corporate control over the international food system, or initiatives to strengthen less carbon-intensive agricultural models—such as agroecology.

The REDD Early Movers policy – REM, (which we could translate as: “those implementing REDD before everyone else”) is being promoted by the German bank, KFW, and accepted by Mato Grosso State. It is an example of how Big Capital interests are appropriating the functions of nature in order to generate more capital.

And they do so by selling air! Or more specifically, by trading carbon captured by forests. This is the beginning of another destructive marketing and privatization process. As an example of another similar process, the water currently being privatized is restricting access to potable water for 1.5 billion people worldwide.

REM promotes the carbon market and serves as a precursor to Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation (REDD). The idea for REM came from industrialized countries, which have large corporations that burn fossil fuels and emit large amounts of carbon dioxide in order to generate energy. They are the main entities responsible for global warming and climate change, which will affect all of humanity, and forests too. REDD — an offset mechanism that does not actually offset anything — is a solution for them, as it gives them the right to continue, and even increase, their pollution levels.

The REDD Early Movers program is a bridge to the REDD+ “jurisdictional” program. In this program, the German government pays the Mato Grosso State government [1], if the latter can prove that — with the German bank’s help — deforestation has not exceeded an agreed-upon maximum. This is not the case for Mato Grosso State, where deforestation has been increasing gradually since 2012, and always at high rates. 95% of the deforestation in 2016 was illegal, according to data from the Center of Life Institute (ICV, by its Portuguese acronym) [2].

The Green Economy, of which REDD is a part, uses this name under the pretext of solving the climate crisis. However, it is merely another form of speculation: “In no way does it allow for the radical change which present circumstances require. Rather, it may simply become a ploy which permits maintaining the excessive consumption of some countries and sectors.” (Pope Francis, Laudato si).

TO FIGHT REDD+ IS ALSO TO FIGHT CAPITALISM! There is one choice, and we made ours.

“Care For Our Common Home.”

This release has been signed by the following organizations (acronyms from Portuguese):

Brazilian Association of Popular Homeopathy – ABHP
Brazilian Association of Popular Health – ABRASP/BIO SAÚDE
Regional Association of Agroecological Producers – ARPA
Regional Extractive Producers Association of Pantanal – ARPEP
Central Única de los Trabajadores – CUT
Burnier Faith and Justice Center – CBFJ – CJCIAS
Centro de Direitos Humanos Dom Máximo Biennès – CDHDMB
Center for Alternative Technology – CTA
Centro Pastoral para Migrantes – CPM
Pastoral Land Commission – CPT – MT
Brazilian Religious Conference – CRB – MT
Indigenous Missionary Council – CIMI-MT
Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB
Federation of Bodies for Social and Educational Assistance – FASE
Human and Land Rights Forum MT
Climate Change and Social Justice Forum
Education & Merleau-Ponty Study Group – GEMPO UFMT/IE
Social Movement and Educational Research Group – GPMSE/PPGE/IE/ UFMT
Environmental Education, Communication and Art Research Group, GPEA-UFMT
Caracol Institute – IC
GAIA Institute
Landless Workers Movement – MST
Movimento dos Trabalhadores Rurais 13 de Outubro
Observatório Nacional de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida – OLMA
Traditional Communities Network (of the Pantanera Region)
RuAção – Núcleo Interinstitucional Merleau – freiriano (UFMT)


[1] “REDD+ in the Paris Agreement secures funding for conservation industry while large-scale deforestation advances unhindered”, World Rainforest Movement Bulletin 228, January 2017.

[2] Djhuliana Mundel, “Taxas de desmatamento registradas no estado ameaçam redução dos últimos dez anos, aponta análise do ICV”, Instituto Centro de Vida, 24 January 2017.

 

A falácia da economia verde – REDD Early Movers

World Rainforest Movement, Publicado em 26 set, 2017

REDD Early Movers – REDD jurisdicional

Um dos intuitos do golpe de 2016 foi ampliar e acelerar o apoio do Estado brasileiro às grandes corporações – que são as principais responsáveis pela poluição ambiental – numa velocidade que nos imobiliza.

No cenário de crise do capitalismo e de aprofundamento do neoliberalismo, a nova estratégia é monetizar e colocar no mercado as funções da natureza, buscando o espraiamento do capital principalmente para as terras indígenas, quilombolas e comunidade tradicionais, utilizando o Estado como intermediário. As funções da natureza, transformadas em ‘serviços ambientais’ estão sendo valoradas pelo capital estrangeiro, interessado neste novo “negócio”, como exemplo atual no estado de Mato Grosso, o banco alemão KFW, a Inglaterra e outros interessados.

O interesse do Capital está sendo garantido por pactos mundiais que se firmam em nome de estratégias para reduzir as emissões de poluentes que aceleram as mudanças climáticas, porém nestes acordos não estão em pauta mudanças de paradigmas como iniciativas para reduzir o controle empresarial sobre o sistema alimentar internacional e o fortalecimento dos modelos agrícolas que usam menos carbono, como a agroecologia.

A política fomentada pelo banco alemão KFW, e aceita pelo Estado do Mato Grosso como REDD Early Movers – REM, que podemos traduzir por “os que estão implementando o REDD antes dos demais” é um exemplo da nova forma do capital se apropriar de funções da natureza para gerar mais capital.

Comercializando ar! Ou melhor, negociando o gás carbônico retido pelas árvores da floresta. O início de mais um processo de comercialização e privatização degradante. Como comparação, a água que está sendo privatizada restringe atualmente, 1 bilhão e 500 milhões de pessoas ao acesso a água potável no mundo.

O recurso para fomentar o mercado de carbono, através do mecanismo de redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD) e que está chegando “antes” por meio do REM, tem procedência nos países industrializados que possuem empresas grandes que geram energia queimando combustíveis fosseis, emitindo grandes quantidades de gás carbônico, sendo por isso os principais responsáveis pelo aquecimento global e mudanças do clima que afetarão toda a humanidade e também as florestas. O REDD sendo um mecanismo de compensação, sem na verdade compensar, é uma solução para eles porque dá para eles o direito de continuar, inclusive expandir sua poluição.

O programa REDD EarlyMovers, é uma ponte para o programa de REDD+ “jurisdicional”, onde aquele governo paga ao governo do Mato Grosso[1] se o estado puder provar que, com a ajuda do banco Alemão, o desmatamento não excedeu um máximo acordado de perda florestal. O que não é o caso do Estado do MT, onde a taxa do desmatamento está aumentando gradativamente desde 2012, sempre com índice elevado, 95% do desmatamento foi ilegal no ano de 2016, de acordo com dados do ICV[2].

A nomenclatura de Economia Verde, onde está contido o REDD vem como pretexto para solucionar a crise climática, e é outra forma de especulação, “não implica, de forma alguma, uma mudança radical à altura das circunstâncias. Pelo contrário, pode tornar-se um fator de distração que permite sustentar o consumo excessivo de alguns países e setores”. (Papa Frascisco, LS).

LUTAR CONTRA REDD+ TAMBÉM É COMBATER O CAPITALISMO ! Uma opção, nós fizemos à nossa.

Cuidar da Casa Comum.

Assinam a nota:

Associação Brasileira de Homeopatia Popular – ABHP
Associação Brasileira de Saúde Popular – ABRASP/BIO SAÚDE
ARPA – Associação Regional de Produtores Agroecológicos
ARPEP – Associação Regional das Produtoras Extrativistas
Central Única dos Trabalhadores – CUT
Centro Burnier Fé e Justiça – CBFJ – CJCIAS
Centro de Direitos Humanos Dom Máximo Biennès – CDHDMB
Centro de Tecnologia Alternativa – CTA
Centro Pastoral para Migrantes – CPM
Comissão Pastoral da Terra – CPT – MT
Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB – MT
Conselho Indigenista Missionário – CIMI-MT
Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB
Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional – FASE
Fórum de Direitos Humanos e da Terra MT
Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social
Grupo de Estudo Educação & Merleau-Ponty – GEMPO UFMT/IE
Grupo de Pesquisa Movimentos Sociais e Educação – GPMSE/PPGE/IE/ UFMT
Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte, GPEA-UFMT
Instituto Caracol – IC
Instituto GAIA
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra – MST
Movimento dos Trabalhadores Rurais 13 de Outubro
Observatório Nacional de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida – OLMA
Rede De Comunidades Tradicionais Pantaneiras
RuAção – Núcleo Interinstitucional Merleau – freiriano (UFMT)


[1] “La mención de REDD+ en el Acuerdo de París asegura que se continúe financiando a la industria del conservacionismo mientras que la deforestación a gran escala avanza sin obstáculos”, World Rainforest Movement Boletín 228, janeiro 2017.

[2] Djhuliana Mundel, “Taxas de desmatamento registradas no estado ameaçam redução dos últimos dez anos, aponta análise do ICV”, Instituto Centro de Vida, 24 janeiro 2017.

 

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